Risco Corporativo


As operações de Médio e Longo Prazo, direcionadas às empresas importadoras privadas, têm como principais características a exportação brasileira de bens de capital e/ou de serviços.  Os riscos a que essas operações de financiamento estão sujeitas são os comerciais, políticos e extraordinários, segundo o disposto no Decreto nº 3.937 de 25 de setembro de 2001.

A análise que permeia esta modalidade de financiamento tem como foco principal a avaliação da capacidade que a empresa importadora (devedora) possui de honrar o financiamento pleiteado. Para isto, com base nos demonstrativos financeiros da empresa importadora, é utilizado um modelo próprio para avaliação econômico-financeira.

O modelo compreende o sistema de credit scoring interno (contemplando a avaliação do cenário setorial e macroeconômico nos quais a companhia está inserida, bem como os dados contábeis históricos e seus indicadores econômico-financeiros) e precificação de acordo com a Minimum Premium Rates – MPR (taxa mínima de prêmio) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, aprovada pela CAMEX.  Informações cadastrais do importador, obtidas através de uma rede internacional de informações creditícias e da União de Berna, além de pesquisas feitas em fontes externas são também consideradas nas avaliações.  Para avaliação dos riscos políticos e extraordinários, é realizada a analise do cenário macroeconômico do país do importador.

Como alternativa de cobertura para risco de crédito, as operações de risco corporativo também podem ser cursadas dentro do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos – CCR, no âmbito dos países da Associação Latino Americana de Integração – ALADI (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela), em que, além do cenário macroeconômico do país do importador, são avaliadas as informações quadrimestrais referentes ao fluxo transacional desse país, no Convênio, publicadas pela ALADI.