Helena Venceslau assume Diretoria de Risco da ABGF 4 de janeiro de 2018, em ABGF


Tomou posse, no último dia 18 de dezembro, a nova diretora de Risco da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF). Helena Mulim Venceslau é mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), mesma escola em que se graduou, e servidora da carreira de Analista de Finanças e Controle (AFC), ingressa em concurso público realizado em 1997. Helena ocupou cargos no gabinete do ministro da Fazenda, na Secretaria de Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda e também teve experiências profissionais na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e na Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A nova diretora discorreu sobre as competências da área responsável por quantificar os riscos financeiros de diversos projetos e em mercados distintos. “Pode parecer um pouco abstrato para quem não lida com o tema diretamente, mas, para os diferentes profissionais da área de Ciências Atuariais, o nosso trabalho é absolutamente racional, matemático e, portanto, preciso”, esclareceu.

Ela avaliou os produtos da ABGF e explicou que, para o caso do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), os riscos podem ser mensurados tanto sobre a perspectiva do exportador, levando-se em conta a relação com fornecedores e ainda as flutuações cambiais, quanto sob a ótica do importador estrangeiro, em que devem ser considerados os diversos aspectos econômicos do país em questão para determinar as variáveis da transação comercial. “O SCE é um produto já bem absorvido por nossa economia e a ABGF já dispõe de uma tradição neste setor”, comentou.

A diretora também falou sobre a atuação da ABGF como garantidora de última instância em relação ao Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR) e explicou que, neste mercado, são considerados principalmente os fenômenos climáticos que afetam a produtividade agrícola.

Sobre o Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE), Helena disse haver uma grande variedade de projetos com a possibilidade de serem cobertos, o que demanda um trabalho específico para cada caso. “Projetos como uma rodovia ou uma hidrelétrica precisam de uma modelagem de risco própria que leve em conta aspectos ambientais, jurídicos, entre outros”, mencionou.

Para a diretora, “o investimento em infraestrutura acarreta um benefício coletivo por conta de sua utilização social, o que também significa que os custos envolvidos devem ser compartilhados pela sociedade”, considerou ao concluir ainda que “o desenvolvimento de um país está diretamente relacionado à sua capacidade de lidar com esta dinâmica para promover o investimento”, destacou.